Taça CERS – Óquei de Barcelos vence em casa (6-3) frente a Espanhóis do Vilafranca e levanta “Caneco” 21 anos depois!

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No pavilhão de Barcelos, casa do Óquei Clube de Barcelos, histórico do hóquei Nacional, que leva 3 títulos Portugueses, 1 Taça CERS, uma Taça das Taças e uma Liga Europeia de Hóquei, que, por exemplo, tirando o Valongo há dois anos foi o único clube a conseguir intrometer-se na hegemonia dos crónicos grandes do hóquei desde a época de 1988/89. Um clube que passou por dificuldades há alguns anos devido também à crítica falta de investimento que há por parte dos patrocinadores no hoquei nacional, mas que tem renascido das cinzas qual fénix.

E depois de uma meia final emotiva, onde a equipa da casa venceu, apenas na marcação de grandes penalidades o seu adversário (os Italianos do Matera, onde após um jogo em que acabaram empatados por 3-3 no tempo regulamentar, acabaram por vencer por 2-1 nas grandes penalidades), encontraram na final os Espanhóis do Vilafranca, que venceram o Sporting, a outra equipa Portguesa em prova, também nas grandes penalidades e também por 2-1, após empate (1-1).

E num jogo que se esperava que fosse tudo menos fácil, a verdade é que os Espanhóis entraram melhor estando a vencer por 1-0 e 2-1, mas conseguiram uma recuperação fantástica, principalmente nos últimos 5 minutos do primeiro tempo, chegando ao intervalo a vencer por 5-2.

No segundo tempo e com uma vantagem confortável, a equipa de Barcelos foi controlando a partida e segurando a vantagem, e até sofreram o 5-3, que deu alguma esperança aos adversários, mas na marcação de uma grande penalidade o capitão dos Portugueses, Luis Querido, fez o 6-3, “matando” praticamente o jogo.

Depois do Sporting na época passada, eis que há mais uma equipa Portuguesa a levantar o “caneco” este ano. Um troféu bem merecido pelo que se pôde ver pelo jogo de hoje, para um clube que já merecia, depois de todas as dificuldades que atravessou.

Das duas competições Europeias de Hóquei em Patins, uma fica já em solo Português, a Liga Europeia, que se joga dentro de duas semanas, tem dois candidatos Lusos (o campeão Benfica e a Oliveirense), que tudo farão para garantir que, numa final four disputada no pavilhão da luz, o troféu fique por terras Lusitanas.

E este ano ainda teremos o Europeu, onde a nossa selecção, como sempre, lutará para ficar com o troféu. Um ano em grande para o hóquei em patins nacional, que começou da melhor maneira, com a Taça CERS para o Óquei de Barcelos.

Parabéns ao Óquei, parabéns a Portugal, e parabéns a todos os adeptos do hóquei Português, que devem estar orgulhosos desta grande vitória.

César Escobar

Estoril Open – Gastão Elias perde com Mathieu por 2-0 (6-3, 6-4)

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Dois dias depois de vencer o torneio Challenge de Turim e um dia depois de garantir o histórico 94º lugar no ranking ATP, (pela primeira Vez Gastão está no top 100 e pela primeira vez, que me lembre, temos 2 Portugueses nessa posição de destaque), Gastão Elias jogou a primeira eliminatória do “Estoril Open”, frente a um jogador que apesar da sua idade (34 anos), e de já ter estado no top 15 do ranking (12º foi a sua melhor classificação) ocupava o sexagésimo lugar no ranking o que dava algum alento ao jogador Português.

É verdade que o passado recente não era bom para o jogador Português, pois em terra batida tinha sido batido sempre pelo adversário Francês, mas as emoções dos últimos dias traziam uma nova espectativa para este jovem Português.

Mas o que se passou foi mais um jogo de dominio de Mathieu. A experiência do Francês, e  o cansaço de Elias (jogou a final de Turim no último Domingo) e a falta de experiência em torneios deste tipo, aliado à maior experiência do Francês podem ser aspectos que expliquem a dertota de Gastão Elias nesta fase ainda inicial do torneio. O atleta Português até deu boa réplica, tendo disputado ambos os sets, mas notou-se a menor experiência do atleta de 24 anos frente a um jogador com outra experiência nestes palcos, quandono segundo set, estando a perder por 4-3 conseguiu um break, empatando o set, não conseguindo no entanto ganhar o seu serviço quando esteve na frente com 40-15. Depois, a vencer por 5-4 e com jogo de serviço o adversário conseguiu fechar a partida com 2-0, com parciais de 6-3 e 6-4.

Não tem sido um bom torneio para os Portugueses, que já perderam todos os seus atletas, com excepção para o melhor tenista Português de sempre João Sousa, que entra na segunda ronde frente ao número 71 do Mundo Almagro num duelo Ibérico o segundo do Espanhol, depois de ter batido na primeira eliminatória Frederico Silva, dando poucas hipóteses ao jovem Português com um parcial de 6-3 e 6-2. Elias e Sousa ainda estão em prova no concurso de pares também, tal como Felipe Cunha-Silva e Frederico Gil que jogam ainda hoje.

Num certame cheio de emoção é com pena que temos visto os atletas Portugueses a ficar pelo caminho. Esperamos que João Sousa em singulares e alguma das duas duplas que ainda temos em pares, consiga elevar o nome do ténis Português ao mais alto nível, quem sabe até ao título final, que nunca foi conquistado por atletas nacionais.

 

César Escobar