Liga dos Campeões – Maribor vs Sporting

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O regresso do Sporting à Liga dos Campeões, trazia um jogo onde a equipa Portuguesa é favorita, mas a equipa Eslovena tem uma palavra a dizer neste jogo.

O Sporting entrou com uma novidade em relação ao jogo com o Belenenses, a entrada de Cedric, vindo de lesão, para o lugar de Esgaio. Do lado Esloveno a equipa que se esperava.

A equipa Portuguesa entrou melhor em jogo, com algumas oportunidades de golo desperdiçadas, principalmente a de Carrilho que, depois de uma grande combinação com Slimani, não conseguiu desviar a bola do guarda-redes, e depois colocou o esférico na trave. Depois desse monento a verdade é que os Eslovenos cresceram no jogo e criaram algumas boas oportunidades de golo com um cabeceamento do avançado Esloveno, onde a bola também embateu no poste de Patrício. Até ao intervalo viu-se mais Maribor, mas o Sporting conseguiu fechar as suas linhas, não deixando os Eslovenos fazerem um golo que desse uma vantagem importante.

O segundo tempo continuou equilibrado, com o Sporting a tentar pegar no jogo de novo, mas os Eslovenos a fecharem bem e a conseguirem sair bem para o contra-ataque, deixando os jogadores Portugueses em sentido. Após uma segunda parte sem grandes ocasiões de interesse, Eis que Nani deu um pontapé na monotonia, e que pontapé! A puxar a bola para o meio, deixando dois jogadores pelo caminho e rematou para o fundo das redes, sem hipóteses para o guarda-redes Esloveno. O Sporting vencia aos 81 minutos. Mas nos descontos um erro de Sarr e um corte deficiente de Mauricio, fez com que Luka Zahovic fizesse o golo do empate mesmo no final da partida. O jogo terminou assim, com o empate entre Sporting e Maribor, num resultado que poderá ser penalizador no futuro.

Um jogo equilibrado, demasiado equilibrado, onde o Sporting podia ter ganho fácil, e onde acabou por marcar aos 80 minutos, mas sofreu um golo, oferecido pelo dois centrais, aos 90 minutos. Um jogo em que o Sporting não foi mais forte, frente a um adversário mais fraco, mas onde acabaram por ter o azar do jogo, após um erro crasso dos seus defesas e muitos golos falhados pelos seus avançados. O Sporting acaba por perder dois pontos, num campo que devia ganhar, mas onde os erros infantis acabaram por ser demasiado importantes.

César Escobar

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Uefa Youth League – Benfica vs Zenit

BENFICA vs BARCELONA 2013/14 YOUTH LEAGUE

No mesmo dia em que começa a Liga dos Campeões, teve o seu início também  a Uefa Youth League, nova competição que teve o seu início na época passada. Algumas horas antes de as equipas A de Benfica e Zenit medirem forças no Estádio da Luz, os jovens sub 19 de ambas as equipas entraram no Centro de Estágio do Seixal, em busca do melhor início possível na competição. O Benfica com maior responsabilidade teórica, pois é vice campeão desta competição, e joga em casa, tem o objectivo de começar da melhor maneira uma competição onde é difícil repetir a grande época que fez no ano passado, mas onde tem o objectivo de chegar o mais longe possível.

Onzes iniciais:

     Benfica: André Ferreira; Hugo Santos, Ricardo Carvalho, João Lima e Yuri Ribeiro; Pedro Rodrigues, Renato Sanches e João Carvalho; Romário Baldé, Hildeberto Pereira e Diogo Gonçalves;

     Zenit: Rudakov; Maykov , Khodzhaniyazov, Kubyshkin e Skopintsev; Nazimov, Zuev, Ivanidi, Osipov e Gasilin; Dolgov;

O jogo começou com o Benfica mais dominador no terreno, com mais bola, e com a equipa do Zenit a jogar mais na expectativa e em busca de apanhar a equipa Portuguesa em contra-pé, sem nunca desposicionar a sua zona mais recuada. Frente a uma zona defensiva muito fechada o Benfica demorou a criar perigo, mas por volta dos 15 minutos começou a encontrar espaços na defesa Russa, criando algumas jogadas de real perigo, mas sem conseguir fazer o golo que desse uma maior tranquilidade. Um bom início para os jovens encarnados. O domínio encarnado foi-se intensificando com o passar do tempo, e sentia-se que o golo poderia aparecer a qualquer altura, mas as falhas da finalização impediam que o mesmo acontecesse. Mesmo no final do primeiro tempo, um golo mal anulado a Romário Baldé, por pretenso fora de jogo, fez com que o jogo chegasse ao intervalo com um empate injusto, devido a toda qualidade do futebol praticado pelos encarnados.

O segundo tempo começou mais equilibrado, com os Russos a subir mais no terreno, surpreendendo um pouco os jovens jogadores do Benfica que demoraram a adaptar-se ao maior “risco” dos jogadores Russos, e na fase inicial do primeiro tempo, foi o Zenit a criar algumas situações de golo. Com o passar o tempo os encarnados voltaram a equilibrar a posse de bola, aproximando-se novamente com mais perigo da baliza Russa. O jogo chegou a uma fase muito mais disputada a meio campo, sem que qualquer das equipas se conseguisse superiorizar ao adversário. Uma fase de menor qualidade num jogo até então muito agradável de seguir. Até ao final, um jogo sem grandes motivos de interesse e o empate acabou por perdurar até ao final.

Um empate que acaba por ser injusto para a equipa encarnada, pelo que fizeram no primeiro tempo. O futebol agradável, ofensivo, de grande qualidade que os pupilos de João Tralhão praticaram nos primeiros 45 minutos merecia mais. O segundo tempo foi muito fraco, demasiado disputado a meio campo, o que beneficiou a equipa do Zenit que, embora não chegasse com grande perigo à baliza Portuguesa, ao menos conseguiu sacudir a pressão dos encarnados. Um início longe da perfeição para os encarnados, equipa que, pese embora a falta de pontaria durante o jogo, mostrou que tem tudo para sair deste grupo com o apuramento e com o primeiro lugar.

Uma palavra para a atitude de fair-play no final da partida, em que os jovens jogadores do Benfica fizeram um corredor de honra aos jogadores de Zenit, aplaudindo-os e cumprimentando-os à saida do campo. Um exemplo daquilo que o futebol deve representar a todos os níveis.

César Escobar